A OAB ODEIA quando advogado faz isso no Instagram

O erro mais comum que pode colocar sua advocacia na mira da OAB e como evitá-lo com marketing jurídico inteligente.
por Karen Piasentim

O risco de ser bem-intencionado… e mesmo assim estar errado

Imagine um advogado apaixonado pelo que faz, com anos de experiência, um histórico impecável na OAB e uma missão nobre: democratizar o acesso à informação jurídica nas redes sociais. A intenção é boa. O que poderia dar errado?

Resposta curta: tudo.

A cada dia, cresce o número de advogados e escritórios que tentam usar o Instagram como ponte entre seu serviço e o cidadão comum. E isso é, sim, positivo. Mas é também terreno minado. Porque um erro de linguagem, uma chamada apelativa, uma promessa mal formulada — e pronto: você não está mais promovendo educação jurídica. Está infringindo o Provimento 205/2021 da OAB e pode responder por captação indevida de clientela.

E sabe o que é pior? A maioria dos profissionais nem sabe que está fazendo errado.

Por que esse tema é urgente?

O marketing jurídico, segundo o Conselho Federal da OAB, é permitido desde que não mercantilize a profissão nem induza à contratação direta. Mas o que isso significa na prática?

Significa que certos ganchos comuns no marketing digital — como “me chame agora no direct” ou “tem direito? Fale comigo!” — às vezes passam do limite. Significa que é possível fazer marketing, mas com sobriedade, clareza, função educativa e promoção da maneira certa.

A LegalHub Content, agência especializada em Marketing Jurídico, analisou os principais erros que advogados cometem no Instagram e reuniu aqui os 5 mais comuns:

1. Usar frases persuasivas que incentivam a contratação

“Garanta seus direitos”, “Me chame agora”, “Entre com ação hoje”. Essas expressões, comuns no marketing de varejo, não podem ser usadas exatamente assim na advocacia. Elas induzem à ação direta e se enquadram como captação de clientela e mercantilização da profissão.

Segundo o Art. 3º do Provimento 205/2021:

Art. 3º A publicidade profissional deve ter caráter meramente informativo e primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

2. Prometer resultados ou usar casos concretos

Postar decisões favoráveis ou dizer que “ganhou uma causa” é considerado autopromoção. Além de violar o código de ética, pode gerar uma expectativa errada no público. No direito, cada caso é único e tem suas particularidades.

3. Usar memes e tom jocoso

Por mais que aumentem o alcance, memes que envolvem o exercício da advocacia podem ser considerados ofensivos ou desrespeitosos à dignidade da profissão. A OAB veda expressamente esse tipo de abordagem. Mas, é totalmente possível fazer marketing profissional e oferecer entretenimento à audiência. E tem técnica para isso.

4. Impulsionar posts de serviços jurídicos

O Provimento 205 permite o impulsionamento de conteúdo educativo, mas veda promoção de serviços. O erro está em colocar dinheiro em posts que falam diretamente da sua atuação como advogado.

5. Misturar pessoal e profissional sem critério

A exposição de bens, viagens e estilo de vida pode ser interpretada como ostentação vinculada à advocacia. Não há problema em ser humano e real, mas é preciso separar narrativas e respeitar o tom de sobriedade.

Mitos sobre marketing jurídico que você precisa esquecer

  • “Não pode fazer nada no Instagram” ❌ Mentira. Pode, mas com responsabilidade.
  • “Marketing jurídico é tudo igual” ❌ Errado. Cada área tem sua linguagem e abordagem.
  • “Basta postar que vem cliente” ❌ Nem sempre. O conteúdo precisa gerar valor e autoridade.

O que você ganha ao fazer do jeito certo?

  • Constrói autoridade digital verdadeira.
  • Se diferencia de quem ainda faz marketing como se fosse varejo.
  • Se protege de riscos ético-disciplinares.
  • Atrai os clientes certos, qualificados, que valorizam sua formação e reputação.

O que fica?

No mundo jurídico, a palavra certa tem peso. E no digital, a forma como ela é apresentada pode definir se você será reconhecido como referência ou rotulado como antiético.

Por isso, evite atalhos. Não trate sua presença digital como um improviso. E, acima de tudo, lembre-se: marketing jurídico não é sobre vender serviços, é sobre construir valor e reputação.

Conheça a LegalHub Content

Se você quer fazer marketing jurídico do jeito certo, com autoridade, estratégia e em total conformidade com a OAB, a LegalHub Content é o seu Hub. Especialistas em conectar escritórios ao digital com conteúdo inteligente, claro e seguro.

Seu próximo cliente pode estar online agora mesmo. O que falta é você se posicionar como referência. Vamos juntos?