Entenda por que estratégias genéricas de marketing digital não funcionam no setor jurídico e o que fazer no lugar.
por Karen Piasentim
Não adianta querer vender consulta como quem vende fatia
Você já deve ter ouvido por aí: “se deu certo para a pizzaria, vai dar certo para o meu escritório também”. Mas o que funciona para uma pizzaria pode ser desastroso para um advogado. No marketing jurídico, a abordagem é outra. E tentar replicar estratégias de varejo é o atalho mais rápido para o erro ético, a perda de credibilidade e, claro, a ineficiência total da comunicação.
Sim, a advocacia pode (e deve) usar o marketing digital. Mas não qualquer marketing. Marketing jurídico não é marketing de pizza.
Qual o problema de copiar o marketing de outros setores?
No varejo, o objetivo é vender. No direito, o objetivo é orientar, informar e gerar confiança. A relação entre advogado e cliente é baseada em autoridade, ética e confidencialidade. Já pensou em um advogado dizendo “chama no zap pra garantir sua promoção”? Pois é…
Essa distorção ocorre porque muitos profissionais ainda não compreendem a natureza específica do marketing jurídico, que é regulado por normas próprias e exige uma abordagem que eduque antes de converter.
O que o marketing jurídico precisa ter?
De acordo com o Provimento 205/2021 da OAB, é permitido ao advogado:
- Divulgar conteúdo educativo e informativo;
- Ter perfis ativos em redes sociais;
- Promover lives e publicar vídeos;
- Patrocinar conteúdo informativo, com sobriedade.
Mas é proibido:
- Fazer ofertas diretas de serviço;
- Prometer resultados ou ganhos financeiros;
- Utilizar frases mercantilistas como “promoção”, “compre agora” ou “ligue já”;
- Exibir ostentação ou imagens que desrespeitem a sobriedade da profissão.
Logo, estratégias de marketing genéricas simplesmente não funcionam na advocacia. Elas não geram autoridade e ainda podem colocar você em risco com a própria OAB.
5 erros clássicos de quem tenta fazer marketing jurídico como marketing de pizza
- Usar chamadas apelativas: “Atendimento rápido e garantido!”, “Entre com ação hoje mesmo!” ❌
- Prometer ganhos financeiros: Isso é vedado pelo código de ética. Cada caso é único.
- Impulsionar serviço ao invés de conteúdo: A OAB permite impulsionar apenas o que é educativo.
- Misturar vida pessoal e profissional de forma apelativa: Ostentação pode parecer superficialidade.
- Falar como vendedor, não como especialista: O cliente não quer uma oferta, quer uma direção.
O que fazer no lugar?
Marketing jurídico de verdade é aquele que:
- Educa antes de tentar converter;
- Fala com clareza, sem juridiquês nem marquetês;
- Mostra bastidores da advocacia com sobriedade e estratégia;
- Cria conteúdo pensado na dor real do cliente;
- Constrói autoridade digital com constância e linguagem alinhada com a OAB.
Segundo a pesquisa do Conselho Federal da OAB de 2023, a maioria dos processos ético-disciplinares relacionados ao marketing jurídico envolvem linguagem mercantilista e chamadas inadequadas.
Ou seja: não se trata de não fazer marketing. Trata-se de fazer da forma certa.
O que você ganha com marketing jurídico inteligente?
- Preserva sua reputação profissional;
- Gera autoridade e memória de marca;
- Aumenta a percepção de valor do seu trabalho;
- Atrai os clientes certos, que valorizam seu conhecimento;
- Se diferencia no mercado sem correr riscos com a OAB.
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Aqui, o seu conteúdo não é tratado como produto. É tratado como estratégia. A LegalHub Content é especialista em marketing jurídico e sabe exatamente como posicionar seu escritório no digital com profissionalismo, ética e resultados reais.
Chega de copiar pizzaria. Seu escritório merece estratégia.